A produção e utilização de insumos agrícolas (fertilizantes e defensivos) passaram por diversas fases evolutivas, desde a descoberta da agricultura até os dias de hoje. Como exemplo de insumos pode-se citar os fungicidas, que de acordo com a Organização Mundial para Alimentação e Agricultura (FAO), são insumos importantes e imprescindíveis para a produção de alimentos. Fungicidas têm sido utilizados há mais de duzentos anos para proteger as plantas do ataque de doenças. O mais antigo fungicida foi descoberto em 1882, por um pesquisador chamado Millardet, na cidade de Bordeaux na França, quando ao utilizar uma mistura de sulfato de cobre e cal hidratada para controlar doenças da videira, descobriu a calda bordalesa. Essa mistura foi aceita como o melhor fungicida durante 50 anos, sendo empregado na agricultura mundial, pela sua eficiência, simplicidade no preparo e baixo custo. Por volta de 1930 houve a descoberta de outro grupo químico, o ditiocarbamato, o qual deu inicio a uma nova fase de fungicidas, seguido da descoberta dos fungicidas sistêmicos.
A evolução destes produtos passou por uma fase de plena eficiência no controle de doenças fúngicas, porém foi marcada por impactos negativos, pois aferiam baixa segurança à saúde do aplicador, baixa especificidade de doenças (não permitia a sobrevivência de fungos benéficos) e com alta persistência no meio ambiente, o que causou impactos ambientais notáveis até os dias de hoje.
Atualmente, o desenvolvimento dos fungicidas encontra-se numa fase caracterizada pela descoberta de grupos de produtos de origem natural (estrobirulinas, fenilpirróis), grupos químicos que induzem a resistência natural das plantas (fosfitos) e principalmente da utilização de produtos que haviam caído em desuso como é o caso da calda bordalesa. A retomada na utilização destes fungicida vem ocorrendo pois este apresenta diversas características que seguem os padrões de exigência das necessidades atuais, ou seja, alta eficiência no controle de doenças, baixo impacto ambiental, baixo risco à saúde do aplicador, se aplicado corretamente não deixa resíduos no vegetal, além de ser autorizado para uso em agricultura orgânica.
A empresa Tecnutri do Brasil ao acompanhar estas tendências mundiais no ramo de jardinagem e agricultura, lançou mão de uma “pitada” de tecnologia e desenvolveu a calda bordalesa pronto-uso, o chamado FORTH COBRE, produto com alta eficiência e teores ideais de Cálcio, Cobre e Enxofre.
O cotidiano e a falta de tempo das pessoas explicam as razões pelas quais a Tecnutri desenvolveu este produto. A diminuição do período em que as pessoas se dedicam às suas plantas, faz com que busquem meios que facilitem os tratos culturais de seus jardins e plantas em geral.
Traçar linhas do tempo e correlacionar o passado com o presente nos explica muitos fatos corriqueiros. No caso dos insumos agrícolas e mais precisamente no caso dos fungicidas, fica evidente a evolução da tecnologia e sua adequação às exigências atuais. Além de possibilitar que descobertas tão antigas como a da calda bordalesa (1882) voltem a ser utilizadas nos dias de hoje (Forth Cobre), fortalecendo o dito popular: “O QUE É BOM DURA PARA SEMPRE”.
Referências Bibliográficas:
AZEVEDO, L. A. S. Proteção integrada de plantas com fungicidas. São Paulo, SP: EMOPI. 2001, 230 p.
FAO. Recomended methods fot the detection and measurement of resistance of agricultural pest to pesticides. FAO Plant Protection Bulletin, v. 30, p. 36-71, 1982.
Maurício Andrião
Engº Agrº MSc.